Geralmente,
sentava na frente
prestando atenção
e anotando tudo
que os mestres falavam.
Se socializava o máximo
que conseguia.
Não era muito bom com
a palavra falada
gostava mais das escritas,
eram mais fáceis,
não o faziam mudar de cor.
Mas ninguém o ajudava,
o excluíam do convívio
que se tornava
muitas vezes massacrante
e assustador do colégio,
sobrando apenas
o que sentia sempre
o completo isolamento.
Quando precisavam,
sempre procuravam
o pobre fantasma que se
enchia de esperança
achando que o procuravam
por amizade.
Logo depois que ajudava
os demais,
era jogado de volta
para frente.
Como era um fantasma
não se importavam com os
seus sentimentos
já que conseguiam
ver através dele.
Com o tempo foi perdendo
sua cor branca,
ficando completamente
inconspícuo,
sumindo da mente
daqueles que um dia tiveram
o prazer de abusar
da sua presença.




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