quarta-feira, 22 de junho de 2011

Suspiro

Por uma pequena frestao último raio de sol
entrava naquele lugar,
que perdera seu título
de lar a muito tempo.
O silêncio circulava
livremente naquele espaço.
De súbito
o vento o atrapalhou
fazendo portas baterem
e janelas rangerem.
A noite havia chegado
com raiva.
E por culpa dela
aquele resquício de luz
que dava esperança
ao espírito mórbido
da habitação se extinguira.
O vento cessou
e mais uma vez
o silêncio se libertou.
Entretanto logo fora
aprisionado novamente,
por um suspiro
fraco, mas audível
aos ouvidos atentos
da morte.
Porém o suspiro não percebeu
que chamara atenção.

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